Categoria: Comunicação Voltar

Coronavírus e fake news: como saber o que é verdade?

Coronavírus e fake news: como saber o que é verdade?

Na busca por informação sobre o novo coronavírus, muita gente acaba sendo contaminada por notícias falsas. As fakes news continuam sendo viralizadas, principalmente em situações de crise, como a atual pandemia que estamos enfrentando. Mas, assim como podemos ajudar a combater os avanços do Covid-19 com medidas simples de higiene e fortalecendo nossa imunidade, também temos como fazer nossa parte para evitar a proliferação das fake news. Algumas sugestões:

Questione a fonte da informação

Primeiro, questione sempre qual a fonte daquela informação. Quem foi que disse? Onde você leu? No jornalismo, a apuração é tudo. Ainda que a credibilidade da imprensa já não seja a mesma de décadas atrás, temos sim muitos jornalistas trabalhando sério para confirmar as informações e checar as fontes antes de veicular as notícias.

Informação pela imprensa

Então, procurar informação nos veículos de comunicação (jornal, rádio, televisão, portais etc.) continuam sendo o caminho mais rápido para se atualizar. No caso do coronavírus, a maiorias dos veículos locais e nacionais estão em esquema de plantão e em contato direto com os órgãos de saúde.

Informação por órgãos competentes

Outra opção é buscar a informação direto com os esses órgãos competentes, como as prefeituras locais, secretarias de saúde, Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde. Muitos atualizam os dados nos próprios sites, que têm terminação gov.br (no caso de intuições governamentais brasileiras).

Fontes diretas

Quando a gente tem o contato direto com alguém que confia, essa pessoa pode ser também uma fonte de informação. Por exemplo, na dúvida se vai ou não para a academia? Fala com seu professor de educação física! Como fazer para se prevenir do coronavírus? Dá uma checada com um médico, enfermeiro ou outro profissional de saúde. Por tanto que seja a informação direta desse profissional especializado. O problema é quando começa o “disse que me disse” e a gente não sabe mais quem disse.

Cuidado com o conteúdo nos grupos do WhatsApp

Como falei, quando a gente não sabe mais quem disse o que, fica difícil saber se a informação é verdadeira. É possível que seja fake news. Você recebe aquele “print” (imagem) sem referência nenhuma? Desconfie! Vale também para vídeos sem créditos e apresentações que não informam nenhuma pista de onde vieram. Já se for um material que você saiba quem produziu, de uma fonte direta sua, ou links de veículos de comunicação e órgãos competentes, é mais seguro.

Não compartilhe informação de fontes que não conheça

Pior do que receber fake news, é compartilhar fake news! Claro que a pessoa não compartilha fake news de propósito (pelo menos a maioria, né?). Mas só repasse a informação adiante se você tiver 100% certeza de onde veio e com suas devidas referências (como links de sites oficiais). Uma informação errada pode prejudicar de verdade muita gente e gerar situações de pânico desnecessárias.

Vamos fazer nossa parte? Se atualizar e compartilhar com responsabilidade! E seguimos atentos para superar essa pandemia.

Viralizei no TikTok! Entenda como obtive 500 mil views num único vídeo e sem seguir ninguém

Viralizei no TikTok! Entenda como obtive 500 mil views num único vídeo e sem seguir ninguém

Testei a rede social durante 1 mês com perfil do Na Ponta do PÉ, projeto especial nosso de conteúdo em dança

Já ouviu falar no TikTok? É uma rede social da empresa chinesa ByteDance, que compartilha vídeos. Aplicativo de compartilhamento de vídeo não é nada novo, mas o TikTok conquistou os jovens, principalmente, por seu formato dinâmico de edição e de relacionamento entre os usuários, como os desafios (challenges).

A ideia do TikTok surgiu de uma fusão do Douyng, outro aplicativo de compartilhamento de vídeo criado em 2016 pela própria ByteDance, com o Musical.ly, popular com seus efeitos de dublagens. O Douyng, continua existindo, mas na China, devido sua política de censura. Já o TikTok não é baixado lá, investindo a empresa na expansão do aplicativo no exterior.

E ele vem mesmo conquistou o ocidente. No último ano (2019), o TikTok foi baixado mais de 750 milhões de vezes, segundo dados da empresa de consultoria Sensor Tower. Foi dezenas de milhões de downloads a mais do que o Instagram, Facebook e YouTube, no mesmo período.

Aqui no Brasil, começou a chegar mais no segundo semestre no ano passado, atraindo muitos criadores de conteúdo adolescentes. Há “TikTokers” brasileiros que já acumulam milhões de seguidores. Dos 12 escritórios do TikTok espalhados no mundo, um deles está em São Paulo, apostando a empresa no mercado brasileiro.

Então, Maíra, devo começar a investir na produção de conteúdo no TikTok?

Nos últimos meses, li várias notícias e ouvi de especialistas em social media sobre essa rede social ser uma das tendências no marketing neste 2020. Assim, fui experimentar a plataforma para entender melhor a dinâmica dela.

Meu “estudo de caso” foi com o Na Ponta do PÉ, projeto especial nosso de conteúdo em dança. O napontadope.com existe há 7 anos, sendo um espaço para compartilhar notícias de dança em Pernambuco. Aproveitei ele porque já tinha muitos vídeos de dança, das nossas coberturas de espetáculos e bastidores de matérias.

Criei a conta tiktok.com/@napontadope em 20 de janeiro de 2020. Comecei publicando trechinhos de vídeos, pois ele suporta somente vídeos de 15 ou 60 segundos. Também é possível fazer lives, publicar status (foco no texto) e MV (uma espécie de clipe com fotos). Não segui ninguém até agora, mas o próprio TikTok foi mostrando meu vídeo para outros usuários em “sugestões para você”.

Coloquei hashtags e meus primeiros oito vídeos tiveram entre 1mil e 8mil visualizações. Já tinha achado o engajamento interessante, principalmente porque não tinha muitos seguidores. Mas o nono vídeo que carreguei teve 200 mil visualizações em menos de 24h! Hoje, ele soma mais 567 mil visualizações e 32 mil curtidas. E segue crescendo, ou seja, o TikTok continua “entregando” o conteúdo semanas após a publicação!

@napontadopeBaby fusion! Modalidade de ##dança de mães com seus ##bebês 😍 ##dance ##babies ##recife ##pernmabuco 🎥 Maíra Passos/##NaPontadoPÉ♬ som original – napontadope

O conteúdo desse vídeo é, naturalmente, fácil de ganhar corações. Foi uma apresentação da modalidade “baby fusion”, que filmei durante cobertura de um evento de dança. São mães dançando com seus bebês, como não curtir? Porém, eu já tinha publicado esse vídeo no nosso Instagram (@canalnapontadope), com 13.5 mil seguidores, e não viralizou nessa proporção.

Como a plataforma é nova, relativamente, é mais fácil conseguir um alcance orgânico maior. Assim acontece com todas. Quem chegou primeiro no Instagram, por exemplo, teve um crescimento de seguidores bem mais rápido. Quem está entrando agora, disputar a audiência com a grande concorrência de conteúdo vai ficando mais difícil.

Então, se você entrar agora no TikTok, provavelmente, vai conseguir viralizar um vídeo bem mais rápido do que em qualquer outra rede social, no momento. Só que não dá pra copiar e colar o mesmo conteúdo que você está fazendo para o Facebook, Instagram ou YouTube. Tem que produzir um conteúdo pensando especialmente na plataforma para conseguir um bom resultado. Na verdade, todo conteúdo tem que ser adaptado de acordo com o perfil de cada mídia.

Mas produzir conteúdo dá trabalho, né? Sim! Por isso, é importante saber primeiro onde seu público está, além de avaliar se você/sua empresa se identifica com a forma de conteúdo produzido naquela mídia. Com esse primeiro mês de TikTok, consegui 5 mil seguidores. Além do vídeo de meio milhão de views, tive outro com 70 mil visualizações e 7 mil curtidas.

@napontadopeQuando a filha invade o ensaio da mãe 🥰 Com a ##bailarina Juliana Siqueira ##recife ##dança ##dance ##ballet ##sapatilhas ##bebês ##criança 🎥 ##NaPontadoPÉ♬ Trem Bala – Ana Vilela

Nem todos fizeram tanto sucesso, outros mais recentes não chegaram nem a mil visualizações. O que prova que tem que surfar mesmo na onda do TikTok para manter a audiência. No público que consegui formar lá, percebi muita gente da geração Z (quem nasceu pelos anos 2000), mas notei mesmo foi uma grande quantidade de crianças da geração Alpha, os nascidos após 2010, considerados os primeiros nativos 100% digital.

Aos poucos, adultos também começam a entrar nessa rede. Percebi muitas mães na faixa dos 30 que começaram a seguir Na Ponta do PÉ, como se fosse para acompanhar o que os filhos estão vendo. O caminho nas mídias sociais costuma ser esse mesmo. Primeiros os mais novos, depois os mais velhos entram por curiosidade. E quando os mais novos percebem que seus pais e tios estão naquela rede, eles saem e migram pra outra! Hahahah

Comunicação nesta era digital é assim mesmo, em constante transformação. Na minha opinião, quem deve ficar atento primeiro ao TikTok:

a) empresas com o público mais jovem;
b) criadores de conteúdo;
c) humoristas;
d) e todos os demais não citados anteriormente!

Isso mesmo, todos devem ficam antenados. Se o TikTok vai pegar ou não… Bem, o futuro só a Deus pertence. Mas quem deixar pra entrar só quando todo mundo estiver na plataforma, já vai começar em desvantagem.

Quem olhar a timeline do TikTok pela primeira vez vai ver muitas dancinhas, dublagens, desafios e brincadeiras que são mesmo para pessoas mais jovens. Inclusive, tem que tomar cuidado para não criar um vídeo “forçado”, sabe? Melhor fazer um conteúdo mais real e coerente com o seu perfil.

Depois de um tempo, você começa a ver vídeos bem diferentes, como tutoriais, viagens, gastronomia, empreendedorismo e ativismo social. É só entender a dinâmica da plataforma, brincar com as ferramentas de edição e deixar a criatividade rolar, mas sem fugir da essência da sua marca… para fazer sentido!

Inclusive, algumas optam por entrar no TikTok através de parcerias com os TikTokers ou até se através de perfis pessoais de seus funcionários (caso da Starbucks). Mas há também quem faça a comunicação direta, com perfil próprio da marca. É testar para ver!

Deu para esclarecer? Quem quiser conversar sobre o assunto, deixa mensagem nos comentários. 🙂

É aquele ditado: perdeu a oportunidade de ficar calado

É aquele ditado: perdeu a oportunidade de ficar calado

Mas… quem nunca, né? Antes, era só aquele breve momento nosso sem noção de falar demais e acabar soltando informações desnecessárias… hahaha Hoje, é A necessidade de postar tudo o tempo todo. E tanta coisa que não agrega nada a coisa alguma…

É verdade que: quanto mais interagimos nas mídias sociais, mais somos vistos? Não é beeem assim. Postar demais também tem seu lado ruim. Primeiro, o próprio algorítimo do Instagram ou Facebook, por exemplo, entrega menos (mostra sua publicação para menos pessoas), por post, quando são feitos muitos em pouco tempo. Alguns “gurus” de marketing tentam arrumar um número mágico de tantos posts/min para garantir que você terá mais seguidores, visualizações etc.

Nem horário mais é tão relevante assim. Em qualquer mídia, o foco deve ser sempre no CONTEÚDO! Se for bom e relevante para seu público, esse conteúdo vai chegar até eles. Isso porque, automaticamente, eles vão interagir mais (salvar, curtir, comentar, encaminhar…) porque a informação daquele post é importante para ele! Então, sua publicação acaba chegando para mais pessoas.

Mas Maíra, se eu não publico muito eu perco seguidores… Gente, não se prendam a números! Será que aquelas pessoas que vocês “perderam” são mesmo seu público?

Também não estou falando para não publicar! Mas para PLANEJAR! Seja conteúdo para as mídias sociais, blogs e outras plataformas. Mais vale uma publicação legal, que vai gerar resultados reais, do que um monte de conteúdo vazio, na minha opinião.

Vamos conversar com mais verdade!